segunda-feira, 13 de abril de 2015

Suzuki GT125




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Marca inconfundível dos anos 70 a Série GT da Suzuki  foi lançada originalmente em 1972 com tres modelos, a GT750, Gt550 e GT380. posteriormente lançaram a GT250 e em 1974 foi complementada pelas  pequenas GT180 e GT125 que compartilhavam várias peças entre si apesar de não usarem o mesmo quadro.

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A GT125 sendo a mais leve da linha (108 kg) era uma moto com motor de 2 cilindros e 2 tempos refrigerada a ar e câmbio de 5 marchas, esse pequeno motor encontrava sua faixa ideal de rotação por volta dos 9.000 RPM restando  ainda 1000 RPM antes de atingir a faixa vermelha do conta-giros entregando até 16 HP para as rodas. Uma faixa de rotação bastante alta para uma moto de rua e uso diário.




Pedia sempre rotação alta para poder trabalhar com folga e segurança sacrificando o consumo mas oferecendo prazer na condução  para aqueles que gostam de andar com o acelerador aberto.  A série GT  inteira conseguia oferecer a possibilidade de trabalhar em alta rotação sem superaquecimento e sem vibrações excessivas atingindo com facilidade os 128 Km/h .


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Toda a sua boa aceleração e velocidade final cobravam um preço ao usuário, elas normalmente consumiam muito para sua cilindrada fazendo medias em torno de 17/18 km/litro, quase o mesmo consumo de uma 250cc da época e também a sua pequena autonomia devido ao tamanho reduzido tanque que comportava apenas 10 litros dificultando seu uso em estradas.


 
No Brasil inicialmente não tinha representantes oficiais da marca e era revendida por importadores independentes e foi usada como moto urbana sendo uma boa opção para a molecada da época que acabava instalando um escapamento dimensionado pois os originais abafavam eficientemente o ronco do dois tempos, os jovens gostavam também da aceleração que crescia progressivamente até 6.000 RPM e depois disso lançava a moto para a frente de forma rápida até chegar no limite do câmbio de 5 marchas. 

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O desenho era moderno e agradável com excelente acabamento  aparecendo mais nas cores Azul, Vermelho ou Dourada, as peças do motor eram polidas e tinha grandes aletas para resfriamento com auxilio do sistema  RAM AIR que era uma espécie de chapa superior ao cabeçote  que dirigia o ar para baixo  facilitando a sua refrigeração.  Apesar de não ter partida elétrica ela era fácil e leve de partida na primeira pedalada.



Para lubrificação usava o sistema CCI que ajudava no  consumo de óleo 2T, chegando a rodar 200km a cada litro de óleo. Aparentemente seu ponto mais fraco eram os freios  (disco/tambor) que  não eram muito eficientes principalmente na chuva segundo alguns testes  feitos por revistas especializadas na época e os conjuntos de instrumentos e faróis/lanternas ofereciam boas condições de uso. Moto leve de fácil uso no transito com rodas aro 18 e com aparência moderna e acabamento que superava  em muito as nossas atuais 125cc.



A GT125 fabricada no Japão permaneceu em linha até 1980 na Europa quando foi  descontinuada abrindo espaço para novos lançamentos da marca.

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